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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

“Não te fies em tua inteligência” (Pr 3,5)

Homem muito bem letrado é o que sou. Desde minha infância fui educado nos melhores monastérios ao cuidado de homens sábios que conheciam diversas ciências e instruíam vários internos que ali estavam. Sempre contei com minha aptidão para as ciências matemáticas sendo elogiado desde cedo por esta minha capacidade que parecia ter nascido comigo. Mas não satisfeito procurei sempre estudar cada vez mais outras ciências na busca incessante de ser um homem verdadeiramente conhecedor de tudo, um sábio.
Era como pensava.
Certo dia, quando já havia estudado muito e tinha fama de sábio, encontrei-me com um ancião que me parecia de longe ser um homem ignorante. De fato, havia em seu olhar algo de enciclopédico! Voltei para ele e não resisti em perguntar:
- Boa tarde, senhor. O conheço de alguma aula? Ou será de algum monastério?
O velho homem mirou-me e respondeu bondosamente:
- Boa tarde. Creio ser impossível bondoso homem. Me recordaria se já o tivesse visto.
Esta resposta me desagradou um pouco, julgava ser conhecido por homens de sabedoria.
Quis o abordar por perceber certo perfume de sabedoria no senhor - Sabe, sou dito como homem conhecedor de muitas coisas e sou tido como sábio – falei com uma dose de orgulho.
- Que bom – falou o homem com certo sorriso.
- Achei que fosse um conhecido desta área das ciências por isso o indago. Fico feliz quando posso conversar com outros iguais a mim.
- Mas e alguém falou que sou diferente de você?
- Ah. Então és um sábio?
- Não. Sou um velho, mas vejo que sou mais jovem que você.
- Como? Devo ter uns 30 anos a mais.
- Não duvido. Mas o que me faz jovem é o que esta aqui.
Ele apontou para o peito e neste momento comecei a perceber que falava em sentido diferente, que eu não era capaz de compreender inteiramente com todo o meu conhecimento. Minha grande capacidade matemática e o conceito que eu tinha de mim mesmo alimentado pelos outros era uma simples ilusão.
Ah, minha inteligência! Somente é o princípio para a sabedoria, mas o que falta agora?!

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