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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sedução dos Alpes*

Noticia comentada[6] A verdade é que ninguém pode dizer que o presidente atual, Luiz Inácio Lula da Silva, permanece igualmente comprometido com as causas sociais pelas quais tanto lutava.

Ao entrar em contato com a elite que ele sempre culpava durante seus anos de militância, percebeu que nem tudo é possível de mudança em curto período de tempo. Na realidade, Lula como se podia profetizar, acabou assimilando algumas características daqueles “ricaços” que ele culpava.

É certo afirmar que de nada adianta bradar com toda convicção que se é portador de uma grande esperança!

*Klécio Santos ZH 26/01/2010

Desde que assumiu, Lula se inclinou mais em direção ao ambiente da elite neoliberal de Davos do que às barracas do Fórum Social de Porto Alegre. Fazia parte de uma estratégia de se firmar como líder mundial. As críticas ao neoliberalismo e à globalização eram passado.
O Lula que empunha faixas nas duas primeiras edições do Fórum e que ameaçava afugentar investimentos deixou de existir tão logo foi eleito pela primeira vez. O deus onipresente de Davos, o mercado, já não era mais um bicho-papão. Tanto que Lula fez questão de reafirmar na sua primeira aparição nos alpes suíços os compromissos da Carta ao Povo Brasileiro, tão decisivos para sua vitória.
O recado ao capital passava pelo respeito a contratos e garantia de equilíbrio econômico. Lula apenas moldou o discurso, pregando uma ordem econômica mais justa e mais democrática, elegendo o combate à fome como prioridade. Eram os primeiros sinais da postura camaleônica que o governo Lula adotaria.
Ao debutar em Davos, Lula surpreendeu os militantes mais à esquerda do PT, que protestaram frente ao regozijo presidencial diante dos figurões do capital financeiro. Foi por isso que o petista perdeu espaço para portadores de discursos mais afinados aos primórdios do Fórum, como o do populista Hugo Chávez. O venezuelano chegou a ser aclamado no mesmo Gigantinho que recebe mais uma vez Lula e uma trupe de ministros. Agora, porém, é diferente.
O Fórum busca uma aproximação com o Planalto e a mágoa com Davos foi esquecida. O próprio Lula e o PT costuram uma reaproximação com os movimentos sociais já que 2010 é um ano eleitoral e não dá para virar as costas para um eleitorado fiel. Afinal, os tempos são outros. Lula venceu não só as desconfianças do mercado, como ainda reconquistou a esquerda desiludida.

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