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terça-feira, 17 de novembro de 2009

CMC: Livro I – Parte I – Capítulo II [nn. 39-42]

39. II. Principios de moralidade são todos os elementos do ato humano que tem qualquer relação com a norma de moralidade, a saber: o objetivo, as circunstâncias e o fim.

Para que o ato seja moralmente bom, requer-se que nenhum dos três elementos se oponha à norma de moralidade.

40. 1. O objetivo é aquilo a que se dirige o ato por exemplo o bem alheio, no furto.

O objetivo do ato pode ser bom, mau, indiferente.

41. 2. As circunstâncias podem afetar o objetivo, o agente ou a ação, por exemplo, furtar uma coisa sagrada, maltratar a própria mãe, odiar por muito tempo. As circunstâncias podem transformar a ação boa em má, o pecado leve em pecado grave e vice-versa, podendo também emprestar ao ato nova malícia e nova bondade.

O ato externo provavelmente recebe todo o seu valor e desvalor do afeto interno e portanto não influe, por si mesmo, na bondade ou na malícia da ação; mas acidentalmente pode influir no valor moral fazendo que se repitam mais amiúde os atos internos, que durem mais tempo, que aumentem em intensidade; pode influir outrossim causando escândalo ou servindo de edificação.

42. 3. O fim é o bem que move o agente a praticar o ato.

Quando o fim é gravemente culpável, a ação toda é má, quer seja o fim único quer seja fim parcial. Quando o fim é levemente culpável, a ação toda é levemente culpável, se houver somente este fim; havendo também fins bons, o ato será em parte bom e em parte mau, por exemplo, dar esmola por compaixão e por vaidade. O fim bom acrescenta nova bondade à ação boa em si; nunca porém tira a malícia ao ato mau, pois o fim não justifica os meios.

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