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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SACERDÓCIO, MISTÉRIO

Vindo de minhas atenuantes reflexões sobre este ministério, não posso deixar de manifestar antes de mais, que falar deste, de seu mistério é muito difícil para mim, chega a ser aterrorizante. Mas com palavras simples creio poder manifestar o que brota em mim.
Primeiramente não posso deixar de começar citando o Catecismo da Igreja Católica (sempre CEC):
“Nesses sacramentos (batismo, eucaristia e confirmação), os que já foram consagrados pelo batismo e pela confirmação para o sacerdócio comum de todos os fieis podem receber consagrações específicas.” (CEC 1535).
Cito esta frase porque julgo importante que antes de qualquer coisa coloquemos em mente que ao recebermos os sacramentos iniciais, iniciação crista, já estamos inseridos no múnus sacerdotal de Cristo. Ora, somos então já, batizados e crismados, sacerdotes, somos um povo sacerdotal. Mas antes que me compreendam mal pelo catecismo mesmo podemos esclarecer que apesar disso, de sermos um povo (batizado e crismado) sacerdotal, estes mesmos podem receber uma consagração específica, que lhes confere algo específico, sem ser “atirador cego” no serviço sacerdotal. Consagração, esta palavra considero importante. Na iniciação cristã nos consagramos; mas o que quer dizer consagrar-se? Quer dizer mais do que apenas dedicar-se, ou empenhar-se. É um ato movido pela profunda intenção da pessoa em questão que a faz assumir publicamente um estado (não apenas serviço) de vida, que traz inerentes algumas atitudes ou formas de se posicionar frente ao mundo, pessoas, coisas, situações, etc.
Tendo dado esta pequena pincelada neste tipo de consagração podemos antes de continuar nesse assunto, nos referir ao que procede antes, que, mais do que tudo, podemos chamar de mistério.
Já faz alguns anos que li aquele famoso livro do papa João Paulo II, Dom e Mistério, e do que ainda me lembro dele posso dizer que se encaixa não apenas em histórias excepcionais de vocação ao ministério sacerdotal – como foi o caso dele – mas em praticamente todos, por quê? Porque a vocação a este ministério é mistério. E por que é mistério? Ora, ao certo não podemos responder, mas podemos simplesmente dizer que é mistério porque parte do Mistério, Deus. Ele sendo fonte do chamado (vocare) faz com que este mesmo chamado carregue este qualitativo de mistério. Através de inúmeras histórias de vida de sacerdotes podemos perceber do que falo. Basta fazer esta pergunta: como surgiu tua vocação? Ou: quando percebeu o chamado para a vida sacerdotal? Teremos muitas respostas do tipo não sei bem ao certo..., acho que foi mais ou menos..., ou, não sei dizer! Estas respostas, salvo exceções, são comuns porque o chamado vai se tornando audível, ou perceptível ao longo de algum tempo. É tolice pensar que se pode taxativamente dizer: hoje fui a chamado para esta vocação! Claro que falo a respeito de alguém que jamais pensava nisso antes!
Por ser assim, tão relativa a certeza do chamado enquanto não se percebe razoavelmente bem a voz de Deus, podemos já dizer que para nós é um mistério, pois não sabemos como acontece para que Deus faça a pessoa ter a certeza necessária da vocação. É claro que o mistério da vocação sacerdotal se manifesta na individualidade da vocação, ou seja, cada pessoa chamada a este ministério pode através de sua sensibilidade outorgada pela fé, falar do mistério do seu chamado. Através de muitas, e às vezes pequenas, coisas ou fatos Deus manifesta resquícios do seu chamado. Aquele que é o interessado lê ou não a voz de Deus que pode ou não estar lhe falando.
Não vou ousar aqui falar de Deus, de Seu mistério, mas podemos nos referir ao que li estes meses atrás em um livro intitulado Servidores de la viña del Senhor, de Joseph Ratzinger. Falava ele a um grupo de seminaristas sobre o sacerdócio, e da alegria de a ele ser chamado. E lá, este que agora é nosso atual papa Bento XVI, dava a entender que apesar de misterioso este ministério se realizava em seu objetivo, ou seja, não estar apenas na vinha do Senhor, mas trabalhar nela, ser operário de Deus. Diria que este é o primeiro objetivo. Baseando-se no CEC encontramos um segundo: o sacerdócio ministerial esta a serviço do sacerdócio comum... (CEC 1547).
Mas disso falaremos mais adiante.


Pax Christi

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