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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SACERDÓCIO: ESTADO NÃO SERVIÇO

É simplório querer falar livremente deste assunto. Mas refletindo sobre esta questão em especial, posso me outorgar o direito, mesmo que a sob muitas críticas, de expressar uma opinião isenta de citações e argumentos fundamentados – o que poderia fazer.

Certa vez uma criança se aproximou de um neo-sacerdote logo após sua primeira missa naquela que seria a sua paróquia. Esta criança, uma menininha de uns 5 a 9 anos, não sei bem ao certo, ofereceu ao neo-sacerdote uma flor, e deu um beijo no rosto deste padre. Era o presente mais e significativo que este jovem padre havia recebido.

Pois bem, logo ele pensou, ali mesmo no presbitério: "até agora e por toda a minha vida sei que somente receberei presentes envolto em intenções" – consciente ou inconsciente.

Mas o que isso ter a ver com o tema? É simples. Num estado de “pureza” isento de intenções (como dizem, “segundas, terceiras ou quartas intenções”, etc.), a visão do sacerdócio muda radicalmente. Com isto aproveito para dizer: é sim diferente um rapaz que entra na sua mais jovem idade em um seminário daquele que, já feito algo em sua juventude (trabalho, estudo completo, namoro, etc.), ingressa agora nesta instituição para ser sacerdote. Com isto defendo abertamente não somente o ingresso de jovens-adultos, mas de jovens que recém saíram de sua adolescência. Por quê? Por este fato acima: a visão na qual o candidato vai juntar e formar os conceitos e as verdades sobre o ministério sacerdotal, ou seja, ele necessita iniciar na pureza, como o da criancinha com a flor. Sem “presentes envoltos em intenções”, e isso faz a grande diferença para o jovem que entra mais cedo no seminário, e lá, com o devido cuidado que os formadores devem ter em assistência, este será alguém diferente da maioria que, por vezes constatamos, são provocadores de escândalos e desejosos do pecado!

Esta é a diferença: o fundamento livre de “más” intenções (ou mundanas intenções) que jovem tem ao iniciar sua formação. É assim, “puro” no início de sua formação que ele vai receber tudo sobre o sacerdócio que foi chamado por Deus a viver. É mais difícil, apesar de possível, chegar a uma verdadeira compreensão da vocação sacerdotal sendo uma vocação tardia, tendo mergulhado em várias experiências antes da revelada vocação.

Assim é que, digo e afirmo – não sendo indiferente aos vários argumentos – ser o sacerdócio ESTADO DE VIDA e não SERVIÇO simplesmente.

Um operário muda seu estado de vida porque se sabe necessário para ser coerente com seus sentimentos e principalmente com sua consciência. Mas continua sendo operário. Um sacerdote não se iguala a um operário, porque o operário exerce um serviço, ou seja, sua ocupação não é um estado de vida. O sacerdote tem um estado de vida, por isso não pode agir indiferente – como um operário – ao que sente e ao que se passa em sua consciência em relação com sua ocupação. Ser sacerdote exige viver como sacerdote! Por isso é estado e não serviço.

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