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quarta-feira, 22 de julho de 2009

AMISTAD


Sinopse: Costa de Cuba, 1839. Dezenas de escravos negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, quando desordenadamente navegaram até a costa de Connecticut. Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação, mas o caso toma vulto e o presidente americano Martin Van Buren (Nigel Hawthorn), que sonha ser reeleito, tenta a condenação dos escravos, pois agradaria aos estados do sul e também fortaleceria os laços com a Espanha, pois a jovem Rainha Isabella II (Anna Paquin) alega que tanto os escravos quanto o navio são seus e devem ser devolvidos. Mas os abolicionistas vencem, e no entanto o governo apela e a causa chega a Suprema Corte Americana. Este quadro faz o ex-presidente John Quincy Adams (Anthony Hopkins), um abolicionista não-assumido, sair da sua aposentadoria voluntária, para defender os africanos.

Esta obra magnífica não poderia vir de outro diretor a não daquele que figura entre os mais excelentes: S Spilberg. Contando esta trama de terror e polêmica, Amistad a meu ver expressa um lado humano que surgia entre os que eram a favor de tais brutalidades. E aqueles que mais faziam surgir estes sentimentos de humanidades (não nacionalidade!) eram os próprios homens e mulheres de raça negra.
Não pretendo fazer mais um de muitos discursos a favor da liberdade, mas esta inevitavelmente sempre vence na luta contra a repressão e escravidão, pois é natural ao ser humano e não pode ser negada ou reprimida.

Um comentário:

Valderi Silva disse...

Hoje assistindo mais uma vez este filme, depois de muito tempo passado da última vez, prestei mais atenção aos africanos que estavam sendo julgados.
E noto com grande prazer aquele que tomou em suas mãos uma Bíblia e, mesmo sem entender uma só palavra escrita, conseguiu por pura interpretação pessoal, ler a vida de Cristo. Através das figuras ilustrativas no Livro Sagrado, este africano que não sabia a língua e nem mesmo conhecia a religião cristã, conheceu o Filho de Deus.
Isto me confirma o que sempre a Igreja teve como certeza, que Deus se manifesta e se faz conhecer mesmo a quem nunca recebeu a mensagem do Evangelho.
Creio que esta ideia passou pela mente do diretor do filme.