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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mártires: Testemunhas de Fé

A palavra grega mártir significa “testemunha” diante de um tribunal mas, com o tempo, ganhou um sentido cristão e ficou reservada para “todo aquele que dá testemunho, mesmo ocasionalmente, mas sempre enfrentando ameaça de morte”.

Afirma Orígenes (séc. II): “A comunidade de irmãos na fé reservou o nome de mártir para aqueles que deram testemunho de fé em Cristo derramando seu sangue”. O martírio expressa a mais alta identificação com Cristo e realiza a bem-aventurança proclamada por Jesus: “Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim... De igual maneira perseguiram os profetas antes de vós” (Mt 5,11-12).

A primitiva comunidade cristã via nos irmãos que perdiam a vida com o martírio um estímulo à perseverança e novos intercessores junto ao Senhor. Os mártires eram o orgulho da fé cristã e seus túmulos se tornavam locais de oração e de veneração.

Acontecia que alguns cristãos eram torturados, derramavam o sangue, mas não morriam. A esses irmãos, com veneração, a comunidade dos cristãos deu-lhes o nome de “confessor”. Eles possuíam um posto eminente na igreja, impunham as mãos e, em alguns lugares, tinham o poder sacerdotal sem necessitar de ordenação: eram os mártires ainda vivos, um privilégio, uma graça de Deus para seu povo.

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