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quinta-feira, 7 de maio de 2009

PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS PREOCUPA IGREJA NA COREIA

PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS PREOCUPA IGREJA NA COREIA


O Comitê Nacional de Bioética quer autorizá-la em um hospital local


SEUL, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O Comitê de Bioética da Conferência Episcopal coreana mostrou sua oposição à decisão do Comitê Nacional de Bioética (CNB), anunciada em 29 de abril passado, de autorizar a pesquisa com embriões humanos em um hospital local.

Seu presidente, o bispo de Cheoungju, Dom Gabriel Chang Bong-Hun, reagiu imediatamente ao anúncio do CNB com um comunicado sobre o qual informa a agência de notícias UCA News

O comunicado assinala que a Igreja está muito preocupada por esta pesquisa porque supõe manipular e destruir embriões, cada um dos quais é uma vida humana. 

O bispo destacou que a Igreja é consciente da dor das pessoas que sofrem por doenças incuráveis e recordou que a Igreja apoia a pesquisa com células-tronco adultas. 

Na Coreia do Sul, desenvolveram-se pesquisas com células-tronco adultas no Instituto de Terapia Celular e Genética do Centro Médico Católico, afiliado à Escola de Medicina da Universidade Católica da Coreia, algumas delas financiadas pelo próprio governo. 

Atualmente, no país está permitida a pesquisa com embriões com fins terapêuticos e com algumas determinadas condições estabelecidas pelo CNB. 

No momento, contudo, a decisão do Comitê Nacional de Bioética está pendente de uma aprovação final do Ministério de Saúde, Bem-estar e Assuntos de Família. 

Desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, levantou as restrições do anterior governo à pesquisa com embriões, em 9 de março passado, a mídia e os cientistas da Coreia do Sul pressionaram com força o governo para que permitisse essas pesquisas no país. 

Por sua vez, a Coreia do Sul tem muito viva a lembrança dos problemas éticos de pesquisas como a que falsamente se apresentou ao mundo como a primeira clonagem de um embrião humano, em 2005. 

O próprio Papa Bento XVI alertou, ao receber o embaixador da Coreia do Sul em 2007, sobre a tentação de que a pesquisa científica pisoteie a dignidade fundamental do ser humano, como no caso dos experimentos com embriões humanos que depois são destruídos.

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