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terça-feira, 26 de maio de 2009

Crônicas da Ascensão IV


Texto extraído do "O dia do Senhor", nº 2179.


SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR
Toda a história da salvação poderia ser resunida nos seguintes termos: "descidas de Deus" para tornar possíveis as "subidas do homem", como, aliás, já afirmou um escritor convertido. De fato, Deus desce na obra da criação, desce na doação da justiça original, desce, século após século, na voz de seus profetas. Desce, finalmente, na pessoa de seu próprio Filho. No mistério da Encarnação, a divindade aterriza em pleno chão humano. 
Jesus Cristo é Deus e, contudo, homem; é homem e, entretanto, Deus.
Ao longo do Evangelho, encontramos o Salvador da humanidade descendo: Ele desce ao podre, para saciar-lhe a fome e a sede; desce ao paralítico, para devolver-lhe o movimento de seus membros; desce ao cego, para restituir-lhe a luz dos olhos; desce ao cadavér, para dar-lhe novo

 bafo de vida. Desce até à morte, para que possamos subir até Deus.
Ao final desse itinerário, sempre em declive, só então se encontra uma linha vertical que sobe. É o mistério de sua Ascensão ao Pai de onde viera. 
Ele sobre, para que o Espírito Santo desça, tornando-se assim fonte perene de graça, até ao fim dos tempos. Aliás, como abserva acertadamente Max Sheler, o que o pensamento não conseguiu descobrir, a Noite de Natal veio revelar. ou seja, o amor descendo até ao homem, para que o homem possa subir até Deus. [...]

Pax Christi

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