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domingo, 24 de maio de 2009

As diferentes faces de Deus

DA MUDANÇA
O homem santo reuniu os seus amigos: "Estou velho", disse ele. "E sábio", respondeu um dos amigos. "Sempre te vimos rezando durante todo este tempo. O que conversas com Deus?" "No começo, eu tinha o entusiasmo da juventude: pedia a Deus que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, percebi que isto era impossível, então passei a pedir a Deus que me desse forças, mas para mudar quem estivesse à minha volta." "Agora já estou velho, e a minha oração é muito mais simples. Peço a Deus o que devia ter pedido desde o começo." "O que pedes?" Insistiu o amigo. "Peço para que consiga mudar a mim mesmo."
NÃO FICA NADA
Um noviço estava na cozinha, lavando folhas de alface para o almoço, quando um velho monge conhecido por sua rigidez excessiva, mas a quem o noviço obedecia, aproximou-se.- Você pode me dizer o que o superior do convento disse hoje no sermão?- Não consigo me lembrar. Mas gostei muito. - Justamente você, que tanto deseja servir a Deus, é incapaz de prestar atenção nas palavras daqueles que conhecem melhor o caminho? Por isso que as gerações de hoje estão corrompidas. Já não respeitam o que os mais velhos têm para ensinar. - Repare no que estou fazendo. Estou lavando as folhas de alface. A água limpa suas impurezas, não fica presa a elas: termina sendo eliminada pelo cano da pia. Da mesma maneira, as palavras que purificam são capazes de lavar a minha alma, mas nem sempre permanecem na memória. Não vou ficar lembrando de tudo o que me dizem, só para provar que sou culto e superior aos demais. Tudo aquilo que me deixa mais leve, como a música e as palavras de Deus, termina sendo guardado em um recanto secreto do meu coração. E ali permanecem para sempre, vindo à superfície somente quando preciso de ajuda, de alegria ou de consolo."
A JANELA E O ESPELHO
Um jovem pediu ao rabino um conselho para orientar a sua vida. Este o conduziu até a janela:- O que vês através dos vidros?- Vejo homens passando, e um cego pedindo esmolas na rua.O rabino mostrou-lhe um grande espelho:- E agora, o que vês?- Vejo a mim mesmo.- E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos de vidro. Mas no espelho - como há uma fina camada de prata - nele enxergas apenas a ti mesmo. Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro. Pobre, prestas atenção aos outros e tens compaixão por eles. Coberto de prata - rico - só consegues admirar teu próprio reflexo.

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