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domingo, 10 de maio de 2009

Antonio e Cathy

A mendiga em Madri (trechos da carta de Antonio)
Eu caminhava pela Gran Via em Madri, quando avistei uma senhora baixinha, de pele clara, bem vestida, pedindo esmola a todos os que passavam. Ao me aproximar dela, implorou-me algumas moedas para um sanduíche. Como no Brasil as pessoas que pedem algo sempre estão com roupas velhas e sujas, resolvi não lhe dar nada, e segui adiante. Seu olhar, porém, tinha me deixado com uma sensação estranha. Fui para o hotel, e de repente senti uma vontade inexplicável de voltar e dar uma esmola àquela mulher - eu estava de férias, tinha acabado de almoçar e dispunha de algum dinheiro no bolso. Pensava em como deve ser humilhante ficar na rua exposta aos olhares de todos, pedindo algo.Voltei ao local onde a tinha visto. Não estava mais lá. Andei pelas ruas próximas, e nada. No dia seguinte, repeti a peregrinação, sem conseguir encontrá-la. A partir de então, não consegui mais dormir direito. Voltei a Fortaleza, falei com uma amiga, e ela me disse que uma conexão importante não acontecera, eu devia pedir ajuda a Deus. Rezei, e julguei ouvir uma voz me dizendo que eu precisava encontrar a mendiga novamente. Todas as noites eu acordava chorando. Não podia continuar assim. Juntei dinheiro, comprei uma nova passagem e retornei a Madri. Tinha que ir em busca da mulher.Comecei uma procura sem fim, não fazia outra coisa a não ser procurá-la. Mas o tempo ia passando e o dinheiro acabando. Fui a uma agência de viagens para remarcar meu bilhete. Decidira voltar ao Brasil só quando pudesse dar a esmola que não dera.Ao sair da agência, tropeço num degrau. Sou atirado em direção a alguém: era a mulher que buscava. Num gesto automático, coloquei a mão no bolso, tirei o que tinha e estendi a ela. Senti uma profunda paz. Agradeci a Deus pelo reencontro sem palavras, a esta segunda chance. Depois disso, já voltei à Espanha várias vezes. Sei que não tornarei a me deparar com ela. Mas eu havia cumprido o que meu coração pedira. Cathy e as explicaçõesDurante uma palestra na Austrália, Cathy se aproxima.- Sempre acreditei que tinha o dom da cura, mas nunca tive coragem de utilizá-lo com ninguém. Um dia, meu marido estava com muita dor na perna esquerda. Não havia ninguém por perto para ajudar, e resolvi, morrendo de vergonha, colocar minhas mãos sobre sua perna e pedir que a dor fosse embora. - Agi sem acreditar que seria capaz de ajudá-lo. De repente, ouvi-o rezando: "Permite, Senhor, que minha mulher seja mensageira da Tua luz, de Tua força", dizia ele. Minha mão começou a esquentar, e as dores logo passaram.- Depois perguntei porque havia rezado daquela maneira. Ele respondeu que não se lembrava de ter dito nada. Hoje sou capaz de curar, porque ele acreditou que era possível.

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