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sexta-feira, 13 de março de 2009

A VALORIZAÇÃO DO DOMINGO E DO TEMPLO

Neste terceiro domingo da quaresma, a Igreja nos coloca diante dos mandamentos da Lei de Deus, para que cada cristão possa fazer a renovação da sua aliança com o Senhor. Os mandamentos são como que as cláusulas da aliança ou as condições dentro dos quais Deus continuará ao nosso lado para nos proteger e acompanhar, desde que cada um de nós faça a sua parte, que consiste, precisamente, em observar os dez mandamentos.
É importante observar que, no texto do êxodo, o dia santificado é o sábado. É o sétimo dia, já que a semana começava com a primeira feira. Mas a partir da ressureição do Senhor, no dia depois do sábado, este passou a ser chamado “Dies Domini”, isto é, Dia do Senhor, ou então “domingo”, o dia santificado dos cristãos.
Nós seguimos o calendário cristão, santificamos o domingo, porque cremos neste Cristo vivo e ressuscitado, que precisamente neste dia conquistou a grande vitória sobre a morte e o pecado. Ele está vivo, presente no meio de nós. Nós o seguimos e adoramos.
Na segunda leitura, são Paulo aos Coríntios faz a grande afirmação de sua teologia e centro de sua obra evangelizadora: “Nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensantez para os pagãos. Ele agora esta vivo entre nós” (1Cor 1, 23). Este é Paulo, o grande convertido e que assumiu Jesus Cristo como centro e ponto de partida de toda a sua obra missionária no mundo.
O evangelho deste terceiro domingo da quaresma nos apresenta um Jesus profundamente humano e indignado diante do que estava vendo e assistindo: o templo de Deus transformado numa casa de negócios, de câmbios e cheio de moedas, rolando dinheiro. Ele fez um chicote de cordas e expulsou os vendilhões do templo.
Trata-se de uma cena que teve importância decisiva no processo de condenação e morte do Senhor. Lá, no tribunal de Pilatos, foram apresentados os argumentos contra Jesus: ele destruiria o templo de Deus e em três dias o reedificaria de novo.
São João até anota que tudo isto aconteceu quando já estava próxima a Páscoa. Muitos autores modernos colocam esta cena como aquela que atropelou o processo de condenação. No entanto, o único evangelista que trata desta questão é são João. E, tudo indica que o evangelista viu em tudo isto uma previsão profética a respeito da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Ele usa este texto para mostrar que tudo isto estava previsto. Jesus há muito tempo sabia que ele teria que passar pela condenação, morte de cruz e ressurreição.
Que nós todos saibamos redescobrir a sacralidade de nosso templo e de nossas igrejas, precisamente neste tempo de quaresma, quando queremos trabalhar a nossa própria conversão e nos aproximar deste Cristo que mais uma vez morre e ressuscita por nós. Todos nós precisamos também zelar pela segurança de nossos templos e das pessoas que o frequentam.
Dom Zeno
NH, 13/03/2009

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