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domingo, 22 de março de 2009

Refletindo sobre vasos

Conta uma lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia. Usava dois grandes vasos, presos nas extremidades de um pedaço de madeira, que colocava atravessado nas costas.
Um dos vasos era mais velho que o outro, e tinha pequenas rachaduras. Cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia. Durante dois anos, o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desempenho, e tinha certeza que estava à altura da missão para o qual tinha sido criado, enquanto o outro vaso morria de vergonha, por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho. Estava tão acanhado, que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:- Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga, e saciar a metade da sede que espera em sua casa. O homem sorriu, e lhe disse:- Quando voltarmos, por favor, olhe com cuidado o caminho.Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas. - Vê como a natureza é mais bela do seu lado? - comentou o homem. - Sempre soube que você tinha rachaduras, e resolvi aproveitar-me disso. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado desde então. - Já recolhi muitas rosas para decorar a minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, como poderia ter feito isso?- Todos nós envelhecemos, mas passamos a ter diferentes qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma destas novas qualidades para obter um bom resultado".
O preço da belezaUm sujeito está na feira vendendo vasos. Uma mulher se aproxima e olha a mercadoria: algumas peças estão sem qualquer desenho, outras, decoradas com todo cuidado.A mulher pergunta o preço dos vasos. Para sua surpresa, descobre que todos custam a mesma coisa.- Como um vaso decorado pode custar o mesmo que um simples? - pergunta.- Por que cobrar igual por um trabalho que demorou mais tempo para ser feito?- Sou um artista - responde o vendedor. - Posso cobrar pelo vaso que fiz, mas não posso cobrar pela beleza. A beleza é grátis.
"Ser como o rio que flui"Coleção de colunas publicadas neste espaço à venda em todas as livrarias. paulo@paulocoelho.com.br

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