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domingo, 7 de setembro de 2008

Anotações em aeroportos

A medida do amor
- Sempre desejei saber se era capaz de amar minha mulher como o senhor ama a sua - disse o jornalista Keichiro a meu editor Satoshi Gungi, enquanto jantávamos.
- Não existe nada além do amor - foi a resposta. - É ele que mantém o mundo girando e as estrelas suspensas no céu.
- Sei disso. Mas como vou saber se meu amor é grande o suficiente?
- Procure saber se você se entrega, ou se você foge de suas emoções. Mas não faça perguntas como esta porque o amor não é grande nem pequeno; é apenas o amor.
"Não se pode medir um sentimento como se mede uma estrada. Se você fizer isso, vai começar a comparar com o que lhe contam, ou com o que está esperando encontrar. Desta maneira, sempre vai escutando uma história, ao invés de percorrer seu próprio caminho".

Moisés divide as águas
"Às vezes a gente se acostuma com o que vê nos filmes, e termina esquecendo a verdadeira história", diz um amigo, enquanto olhamos juntos o porto de Miami. "Lembra-se dos "Dez Mandamentos?"
Claro que me lembro. Moisés -Charton Heston - em determinado momento levanta seu bastão, as águas se dividem, e o povo hebreu atravessa a grande água.
"Na Bíblia é diferente". Comenta meu amigo. "Ali, Deus ordena a Moisés: "diz aos filhos de Israel que marchem". E só depois que começam a andar é que Moisés levanta o bastão, e o Mar Vermelho se abre".
"Só a coragem no caminho faz com que o caminho se manifeste."
Santo Agostinho e a lógica
Santo Agostinho foi convertido por um simples sinal. Durante anos procurou em várias correntes filosóficas uma resposta para o sentido da vida. Certa tarde, no jardim de sua casa em Milão, refletia sobre o fracasso de toda a sua busca. Neste momento, escutou uma criança na rua, cantando: "Pega e lê! Pega e lê!".
Apesar de sempre ter sido governado pela lógica, resolveu - num impulso - abrir o primeiro livro ao seu alcance. Era a Bíblia, e ele leu um trecho de São Paulo - com as respostas que procurava.
A partir daí, a lógica de Agostinho abriu espaço para que a fé também pudesse participar, e ele se transformou num dos maiores teólogos da Igreja.
O sentido da verdade
Em nome da verdade, a raça humana cometeu seus piores crimes. Homens e mulheres foram queimados. A cultura de civilizações inteiras foi destruída. Os que procuravam um caminho diferente eram marginalizados.
Um deles, em nome da "verdade", terminou crucificado. Mas - antes de morrer - deixou a grande definição da Verdade.
Não é o que nos dá certezas. Não é o que nos dá profundidade. Não é o que nos faz melhor que os outros.Não é o que nos mantém na prisão dos preconceitos.

A verdade é o que nos dá a liberdade. "Conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará", disse Jesus.

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