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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

QUE TODOS POSSAM VIVER COM DIGNIDADE

A liturgia do segundo domingo da quaresma nos coloca diante da cena da transfiguração do Senhor, na ocasião em que “o seu rosto brilhou como o sol e suas vestes ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus”. É claro que se trata de um momento muito especial na pedagogia de Jesus, em que estava preparando os seus seguidores, que viriam a ser os propagadores da Obra realizada pelo Senhor.
Ali aparece a divindade do Senhor, sempre escondida durante toda a sua vida pública, no Jesus histórico de Nazaré. Só por uma obra divina, foi possível mostrar numa cena única personagens que viveram em tempos tão distintos, como Moisés, Elias e o próprio Jesus. Mas, o mais surpreendente é que eles estavam vendo um corpo transfigurado: resplandecente de brancura, brilhando como o Sol, dando a entender um ambiente de tanta paz e tanta felicidade, que Pedro chegou a exclamar: “Como é bom estarmos aqui. Se queres, vamos fazer três tendas, uma para ti, outra para Elias e outra para Moisés”.
Mas, o mais surpreendente ainda estava por acontecer. Os apóstolos realmente caíram com o rosto em terra, quando ouviram a voz que saía de uma nuvem: “Este é o meu Filho muito amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o”. Estava aí a confirmação de que realmente esta era uma cena divina e que próprio Deus se manifestava com estas palavras, identificando em Jesus o verdadeiro Filho de Deus.
No final daquela extraordinária revelação, o próprio Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. É sinal de que esta lição estava concluída, era hora de voltar ao mundo real e prosseguir a caminhada. Muitas coisas ainda deveriam acontecer até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.
Jesus deixa claro que a missão dele acabaria na Ressurreição. E para chegar até lá seria preciso passar pela experiência da dor, do sofrimento, da cruz e da paixão e morte. Tudo isto nós ainda vamos vivenciar nos próximos domingos, enquanto continuamos a nossa caminhada rumo à Páscoa do Senhor.
Toda a liturgia deste segundo domingo da quaresma fala em sofrimento. Tudo começa com o sofrimento de Abraão que é convidado a deixar tudo, a sua terra, a sua família, a casa de seu pai e começar uma nova história. Ele seria pai de grande povo, mas ele precisaria deixar tudo e ser fiel.
Também a carta a Timóteo, começa com o convite: “Sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”. Mas, viver tudo isto é uma graça. “Esta graça nos foi revelada pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho”.
Hoje estamos, nós, neste caminho. Somos um povo salvo e redimido. Jesus Cristo já realizou a obra de nossa Salvação. Entretanto, nós ainda vivemos num mundo em que o pecado existe e o mal ameaça destruir a vida, semeia a morte e espalha a violência que vem com toda a força contra a pobre humanidade que agoniza. E nós pregamos a vida. Nós queremos que todos tenham vida e possibilidade de viver dignamente.
Na próxima quinta feira, nós estaremos reiniciando com as missas penitenciais, na catedral diocesana, às 6 horas da manhã. Sempre às quintas-feiras e depois segue adoração durante todo o dia, na Capela do Santíssimo.
Jornal NH

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