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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

XXXII Domingo do Tempo Comum

Diácono Valderi da Silva
Lc 20, 27-38


Estimado Padre!
Queridos irmãos e irmãs!


Ao chegarmos perto do final do ano litúrgico, ou seja, antes do advento que é onde se começa um novo ano para a Igreja, a Liturgia da Igreja nos propõe uma reflexão sobre as realidades últimas do homem, a que chamamos de novíssimos, isto é, céu, inferno e purgatório. São realidades que encontraremos inevitavelmente no final de nosso curso aqui na terra.
Se reparamos bem na primeira leitura o grande tema é justamente a Ressurreição após a morte. Estes irmãos Macabeus dão o testemunho explícito de sua fé numa vida após a morte seja da maneira que for. A fé na ressurreição não era muito firme entre os judeus do Antigo Testamento, somente com no Livro dos Macabeus e um pouco com o profeta Daniel ouvimos falar claramente de uma esperança de ressurreição. Mas o fato mais importante que podemos tirar deste trecho do Livro de 2º Macabeus é a prontidão... ou seja, a certeza de estar pronto para deixar este mundo e viver sua vida junto de Deus. A prontidão – pronctum sum – é a mais necessária atitude que nós devemos ter, ou seja, estarmos de tal forma preparados e em estado de graça – ser assíduo nos sacramentos, praticar o bem e as obras de misericórdia, cultivar virtudes – que pudéssemos responder como estes irmãos: o Rei do universo ressuscitar-nos-a para a vida eterna se morrermos fiéis às suas leis.
É com este pensamento que podemos ver nas palavras do Apóstolo duas exortações para estar preparados sempre: a primeira diz respeito a oração. É com ela que Paulo se vê nutrido o suficiente para aguentar as prisões e perseguições no seu apostolado. A força da oração não a podemos medir, mas temos certeza de que ela não é em vão por muitos motivos, um deles é por não ser inútil alguém suplicar a Deus com sinceridade pelo triunfo da verdade. Por isso escutamos Paulo pedir para orem, orem não só para que tenhamos forças de seguir com o trabalho de evangelização, mas também para que sejamos livres dos que nos perseguem. Outra exortação diz respeito a perseverança na vida futura. Muitos no tempo de Paulo estavam ficando desanimados com a fé porque Jesus demorava a voltar de novo! Esperavam logo a 2ª volta de Jesus, mas ele não vinha, pelo contrário só aumentava as perseguições. Neste contexto o Apóstolo vê a necessidade de exortar mais sobre a perseverança na fé. Jesus voltará para “jugar os vivos e os mortos” - diz o Credo – esta e nossa certeza, mas não sabemos o momento em que virá, por isso a necessidade de estarmos prontos sempre. Quando não sabemos a que horas do dia chegará a visita esperada em nossa casa, nos preparamos desde cedo para não sermos surpreendidos. Se neste casos fazemos assim, porque não agimos da mesma forma com a maior de todas as visitas? Porque relaxamos para esperar aquele que pode nos dar mais alegria que todas as visitas que possamos receber?
O coroamento da liturgia da Palavra de hoje encontramos no Evangelho. Em primeiro lugar notamos que acontece uma questão, instigada por aqueles que são adversários de Jesus, os saduceus. Estes são um segundo grupo que junto com os fariseus são os grandes influentes na religião judaica. Eles para apanhar Jesus numa armadilha para o acusar sugerem uma situação para que o Senhor a resolvesse. Esta não era uma situação política como os fariseus costumavam jogar para Jesus, mas uma questão religiosa, ou seja, o tema de fundo é a ressurreição. De fato, os fariseus admitiam a ressurreição enquanto que os saduceus não.
Nesta história surge uma caso em que é permitido a um cunhado casar com a mulher de seu irmão morto para que ele não fique privado de descendência ao menos pelo sangue de sua família. O que permitia esta situação era uma lei chamada levirato (que vêm do latim e quer dizer justamente cunhado).
A resposta de Jesus deve ser bem pensada: o casamento é algo puramente nosso, ou seja, existe entre nós o casamento porque necessitamos da união para gerarmos filhos, realizarmos nossa dimensão de doação, de entrega a outro. Ora, na vida futura não haverá mais geração de filhos e nem precisaremos de outro para nos realizarmos como seres de doação, porque Deus mesmo será nosso outro de união. Assim não haverá o casamento como nós o temos aqui, unindo um ao outro para formar uma família, pois no céu seremos uma só família. Do mesmo modo não haverá mais morte como diz Jesus. O corpo mortal já deixamos e somos agora revestidos de vida nova, uma vida imortal.
Estes dois pontos são bem uteis nos dias de hoje para acabar com um pensamento que aos poucos quer voltar. O primeira é que NÃO HÁ REENCARNAÇÃO, ou seja, não se volta para este mundo material, mortal depois de morto. Muito menos uma alma pode fazer contados ou ter atividades aqui entre nós se já viveu aqui e morreu. Por isso, acreditar em espíritos visitando nossas casas ou numa possível comunicação entre nós e eles não faz parte de nossa fé, pois isto não é possível, eles já estão lá e não podem voltar sem haver o juízo universal onde todos serão colocados ante Nosso Senhor.
Queridos irmãos, Jesus nos deixa a mensagem neste evangelho da certeza da ressurreição após a morte, de uma vida eterna e imortal após a vida mortal que levamos. Por isso cita Abraão, Isaac, Jacó... porque estes estão vivos com uma vida imortal, pois já viveram sua vida mortal. Estejamos sempre preparados para nossa entrada na feliz eternidade, lembrando que não sabemos quando será, por isso estejamos sempre conscientes de nossa pessoal preparação.

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