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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

XXXI Domingo do Tempo Comum


Diácono Valderi da Silva
Mt 5, 112a
Solenidade de Todos os Santos


Estimado Padre!
Queridos irmãos e irmãs!


Desde o Antigo Testamento se têm uma compreensão do que significa a palavra santo. Começou mais claramente com o povo judeu, sendo o povo eleito de Javé – o que os tornava mais singulares, visto que nenhuma outra religião tinha a compreensão de Deus e santidade que eles tinham. Entendiam que o santo era o inatingível ou o extremamente longe sendo santo somente Javé, ou seja, Deus somente. Assim, a santidade era somente mencionada a respeito de Deus e já que Deus estava muito distante a ponto de ser quase inatingível, uma pessoa não podia ser considerada santa. Esta idéia aos poucos começou a ser clareada, mas só recebeu o pleno esclarecimento quando o próprio Deus falou, isto é, com a Revelação através de Nosso Senhor.
É com Ele que a compreensão de santidade passou a mudar. Agora é fundamental que sejamos “santos”, ou seja, que participemos de tal forma da vida divina que tornemos Deus presente naquilo que outrora se pensava ausente. O que podemos fazer para alcançar esta santidade? Certa vez disse um bispo falando das Bemaventuranças: temos a receita universal para o Cristão. Dizia isto porque nelas encontramos o que é, em resumo, o essencial de nossa vida diária como cristãos, tornando elas (as bemaventuranças) realidade aproximamonos do que Deus mesmo é, ou seja, participamos de seu Amor que é Santidade de Deus. As bemaventuranças estão no cerne da pregação de Jesus. Seu anúncio retoma as promessas feitas ao povo eleito desde Abraão. Jesus as completa, ordenandoas não mais ao simples bemestar gazoso na terra, mas ao Reino dos Céus. Deus nos colocou no mundo para conhecêlo, servi-lo e amá-lo e, assim, chegar ao paraíso. A bemaventurança nos faz participar da natureza divina e da vida eterna. Com ela, o homem entra na glória de Cristo e no gozo da vida trinitária.
Tal bemaventurança ultrapassa a inteligência e as forças exclusivamente humanas. Resulta de um dom gratuito de Deus. É por isso que se diz ser sobrenatural, como também a graça que dispõe o homem a entrar no gozo divino.
A prometida bemaventurança nos coloca diante de escolhas morais decisivas. Convidanos a purificar nosso coração de seus maus instintos e a procurar o amor de Deus acima de tudo. Ensina que a verdadeira felicidade não esta nas riquezas ou no bemestar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por mais útil que seja, mas apenas em Deus, fonte de todo bem e de todo amor. Elas nos colocam ante nossas atitudes, nosso modo de agir: pobre em espírito, manso, sedento de justiça, misericordioso, promotor da paz, puro de coração, fiel à verdade!
Nesta solenidade de TODOS OS SANTOS devemos lembrar que santos não são somente os que estão em nossos altares ou nossos objetos de devoção, mas todos aqueles que durante a vida viveram como Jesus ensinou, sendo EMAVENTURADOS, alcançando a bemaventurança (felicidade) eterna nos céus porque viveram na terra estes mandamentos de Nosso Senhor. São muitos os que chagaram ao término feliz, sem facilidade, com dificuldades, injustiças, sendo perseguidos, ou humilhados... no entanto, estes intercedem junto de Deus para que não desanimemos em estar junto deles.
Caríssimos, nossa vocação é o Reino Eterno, é o Céu. Nunca esqueçamos! Estes santos intercedem por nós, ao mesmo tempo em que nós oramos a Deus junto Deus, estamos assim, sempre em companhia dos santos, pois eles nunca se afastam de nós.
Tenhamos coragem: alegraivos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.1
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1 Mt 5, 12

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