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domingo, 8 de julho de 2007

Sobre a importância do “não”

“Hitler pode ter perdido a guerra no campo de batalha, mas terminou ganhando algo’’, diz M. Halter. “Porque o homem do século XX criou o campo de concentração e ressuscitou a tortura, e ensinou aos semelhantes que é possível fechar os olhos para as desgraças dos outros.’’

Talvez ele tenha razão: existem crianças abandonadas, civis massacrados, inocentes nos cárceres, velhos solitários, bêbados na sarjeta, loucos no poder.

Mas talvez ele não tenha nenhuma razão: existem os guerreiros da luz, que jamais aceitam o que é inaceitável.

As palavras mais importantes em todas as línguas são palavras pequenas. “Sim’’, por exemplo. Amor. Deus. São palavras que saem com facilidade e preenchem espaços vazios em nosso mundo.

Entretanto, existe uma palavra - também muito pequena - que temos dificuldade em dizer.

“Não”.

E nos achamos generosos, compreensivos, educados. Porque o “não’’ tem fama de maldito, egoísta, pouco espiritual.

Cuidado com isto. Há momentos em que, ao dizer “sim” para os outros, você está dizendo “não’’ para si mesmo.

Todos os grandes homens e mulheres do mundo foram pessoas que, mais do que dizer “sim’’, disseram um NÃO bem grande a tudo que não combinava com um ideal de bondade e crescimento.

Os guerreiros da luz se reconhecem pelo olhar. Estão no mundo, fazem parte do mundo, e ao mundo foram enviados sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo.

Os guerreiros da luz sofrem por bobagens, se preocupam com coisas mesquinhas, se julgam incapazes de crescer. Os guerreiros da luz de vez em quando se acreditam indignos de qualquer benção ou milagre.

Os guerreiros da luz com freqüência perguntam o que estão fazendo aqui. Muitas vezes acham que sua vida não tem sentido.

Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque perguntam. Porque continuam a procurar um sentido. Mas, sobretudo, porque têm capacidade de dizer “não” quando estão diante de coisas que não podem aceitar.

Muitas vezes podemos ser chamados de intolerantes, mas é importante se abrir e lutar contra tudo e contra todas as circunstâncias, se estamos diante de uma injustiça ou de uma crueldade. Ninguém pode deixar que, no final, Hitler tenha estabelecido um padrão que pode ser repetido porque as pessoas são incapazes de protestar. E para reforçar esta luta, é bom não esquecer as palavras de Johm Bunyan, autor do clássico Pilgrim’s Progress:

“Embora tenha passado por tudo que passei, não me arrependo dos problemas em que me meti porque foram eles que me trouxeram onde desejei chegar. Agora, já perto da morte, tudo que tenho é esta espada, e a entrego para todo aquele que desejar seguir sua peregrinação”.

“Levo comigo as marcas e cicatrizes dos combates, elas são testemunhas do que vivi e recompensas do que conquistei. São estas marcas e cicatrizes queridas que vão abrir as portas do Paraíso para mim”.

“Houve época em que vivi escutando histórias de bravura. Houve época em que vivi apenas porque precisava viver. Mas agora vivo porque sou um guerreiro, e porque quero um dia estar na companhia Daquele por quem tanto lutei.”

Enfim, cicatrizes são necessárias quando lutamos contra o mal absoluto, ou quando precisamos dizer “não” a todos aqueles que, às vezes com a melhor das intenções, procuram impedir nossa caminhada em direção aos sonhos.

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