Destaque:

El centenario de las apariciones de la Virgem Maria en Fatima

Rosa Caroline Crespo Fernández Valderi da Silva En su visita al santuario de Fátima en 1982, San Juan Pablo II proclamaba que "a ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Sétimo pecado capital: preguiça

Definição do dicionário: substantivo feminino, do latim Prigritia. Aversão ao trabalho; negligência; indolência.

Para a Igreja Católica: todos os seres vivos que se movem devem ganhar o pão com o suor do seu rosto, e não pensar apenas em resultados seguros e imediatos. A preguiça é uma falta de esforço físico ou espiritual, que degenera a alma, levando à tristeza e depressão.

Uma história da tradição oral: Assim que morreu, Juan encontrou-se num belíssimo lugar, rodeado pelo conforto e beleza que sonhava. Um sujeito vestido de branco aproximou-se: “você tem direito ao que quiser: qualquer alimento, prazer, diversão”, disse.

Encantado, Juan fez tudo que sonhou fazer durante a vida. Depois de muitos anos, procurou o sujeito de branco:

“Já experimentei o que tinha vontade”, disse. “Preciso agora de um trabalho, para me sentir útil.”

“Sinto muito”, disse o sujeito de branco, “mas esta é a única coisa que não posso conseguir. Aqui não há trabalho.”

“Passar a eternidade morrendo de tédio? Preferia mil vezes estar no inferno!”

O homem de branco aproximou-se, e disse em voz baixa:

“E onde o senhor pensa que está?”.

Segundo Winnie Albert: como é que uma sociedade pode sobreviver se está cada vez mais concentrada em alimentos congelados, fotos instantâneas, purê de batatas, leitura dinâmica,  calculadoras eletrônicas?

Sociologia da preguiça: tanto aquele que trabalha em excesso, como aquele que se recusa a trabalhar, estão reagindo da mesma maneira procurando afastar-se dos problemas naturais de qualquer ser humano, evitando pensar na realidade próxima e nas responsabilidades inerentes a uma vida normal (Fonte: O trabalhador compulsivo, Oxford, 2001)

Segundo o budismo: tradicionalmente, a preguiça é um dos principais obstáculos ao despertar da alma. Ela se manifesta de três maneiras: a preguiça do conforto, que nos faz permanecer sempre no mesmo lugar. A preguiça do coração, quando nos sentimos desencorajados e desestimulados. Finalmente, a preguiça da amargura, quando nada mais nos importa, e já não somos parte deste mundo (Fonte: Pema Shodron in Shambala Sun, novembro 1998)

Comentário do Tao Te King: Um homem no caminho adapta-se ao Caminho. Um homem na virtude adapta-se à Virtude. Um homem que perde alguma coisa conforma-se à Perda.

Aquele que se conforma com o Caminho é alegremente aceito por ele. Aquele que é virtuoso é aceito pela virtude.

Aquele que se conforma com a perda é aceito pela Perda.

Portanto, no despertar de 2007: costumamos nos perguntar: de onde vem a inspiração? Onde está a alegria de viver? Vale mesmo a pena todo este esforço, já que durante todo o ano que passou eu procurei ir além dos meus limites, sustentei minha família, agi da melhor maneira possível, e mesmo assim não cheguei onde desejava?

Um guerreiro da luz entende que o despertar é um longo processo, e que precisa equilibrar contemplação e trabalho para chegar até onde deseja. Não é refletindo sobre o que não conseguiu que ele irá mudar; muito pelo contrário, nestas perguntas está o germe da inação, do desestímulo. Sim, talvez tenhamos feito tudo certo e os resultados não são visíveis, mas eu tenho certeza: há resultados. Que seguramente serão revelados à medida que andamos se não desistirmos agora.

paulocoelho@paulocoelho.com.br
www.paulocoelhoblog.com/bruxadeportobello

Nenhum comentário: