Destaque:

El centenario de las apariciones de la Virgem Maria en Fatima

Rosa Caroline Crespo Fernández Valderi da Silva En su visita al santuario de Fátima en 1982, San Juan Pablo II proclamaba que "a ...

Você escolheria a Monarquia como melhor sistema de governo para o Brasil?

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Histórias da América Latina

O poder da imagem

Uma lenda peruana nos fala de uma cidade onde todos eram felizes. Todos faziam o que desejavam, e se entendiam bem - menos o prefeito, que vivia infeliz porque não conseguia governar nada. A prisão estava vazia, o tribunal nunca era usado, e o tabelião não dava nenhum lucro porque a palavra valia mais que o papel.

“Falta autoridade aqui”, pensava o prefeito. E tentava, de todas as maneiras, fazer com que as pessoas obedecessem leis absurdas criadas pelo governo central. Ninguém dava bola.

Até que o prefeito teve uma idéia. Mandou vir operários de longe, que fecharam o centro da praça principal da cidadezinha com um tapume, e começaram a construir algo. Durante uma semana, ouviu-se martelos batendo, serras cortando madeira, vozes de comando dos capatazes.

Certa tarde, o prefeito convidou a todos da cidade para a inauguração. Com toda solenidade, os tapumes foram retirados, e apareceu... uma forca.

Novinha em folha, com a corda balançando ao vento, e as ferragens do alçapão bem lubrificadas.

A partir daquele momento, todo mundo que passava pela praça via a forca. As pessoas foram ficando tristes, sem ter certeza de que estavam agindo certo. Começaram a se perguntar o que aquela forca estava fazendo ali - e, com medo, passaram a ir à justiça resolver qualquer coisa que antes era resolvida de comum acordo. Passaram a ir ao tabelião, registrar documentos que antes eram substituídos pela palavra. E passaram a escutar o prefeito em tudo, com medo de ferir a lei.

A lenda termina dizendo que a forca nunca foi usada. Mas bastou sua presença para mudar tudo.

Amaldiçoando à toa

Um feiticeiro mexicano conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com agilidade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.

O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro, e continua a acompanhar seu mestre.

Depois de longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o feiticeiro dá meia-volta e começa a viagem de volta.

“Você não me ensinou nada hoje”, diz o aprendiz, levando mais um tombo.

“Ensinei sim, mas você parece que não aprende”, explica o feiticeiro. “Estou tentando lhe ensinar como se lida com os erros da vida.”

“E como lidar com eles?”

“Como deveria lidar com seus tombos. Ao invés de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que provocou a queda.”

Dar também um pouco

Um grupo de estudantes uruguaios estava reunido numa casa de campo, quando o caseiro chegou - contando uma tragédia nas redondezas: uma casa incendiou-se, deixando mãe e filha desabrigadas. Imediatamente, uma das estudantes iniciou uma coleta, para ajudar a família a reconstruir sua casa.

Entre os presentes estava um escritor pobre, e a moça resolveu não lhe pedir nada.

“Um momento”, disse o escritor, quando ela ia passando adiante. “Também quero contribuir”.

No minuto seguinte, escreveu em um papel o que havia acontecido, e colocou-o dentro do pote que estava sendo usado para arrecadar o dinheiro.

“Quero dar a todos esta tragédia. Que ela seja sempre lembrada quando pensarmos nos pequenos incidentes de nossas vidas”.

Nenhum comentário: