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terça-feira, 15 de abril de 2003

Três histórias sobre a condição humana

Os sinais de Deus
Isabelita me conta a seguinte lenda:
Um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor, todas as noites, que o rico chefe de grande caravana resolveu chamá-lo:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
- Sei ler, sim senhor. Leio tudo que o Grande Pai Celeste escreve.
- Como assim?
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como sabe quem a fez?
- Pela marca do ourives.
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe se foi um carneiro, um cavalo um boi?
- Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido com aquele questionário.
O velho crente convidou-o para fora da barraca e mostrou-lhe o céu.
- Senhor, aquelas coisas escritas lá em cima, este deserto aqui em baixo, nada disso pode ter sido desenhado ou escrito pelas mãos dos homens.
O que é divertido no homem
Um discípulo perguntou a Hejasi:
- Quero saber o que é que mais divertido nos seres humanos.
Hejasi comentou:
- Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde.
"Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
"Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido."
Quem ainda deseja esta nota?
Cassan Said Amer conta a história de um palestrante que começou um seminário segurando uma nota de 20 dólares e perguntando:
- Quem deseja esta nota de 20 dólares?
Várias mãos se levantaram, mas o palestrante pediu:
- Antes de entregá-la, preciso fazer algo.
Amassou-a com toda fúria, e insistiu:
- Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuaram levantadas.
- E se eu fizer isso?
Atirou-a contra a parede, deixou-a cair no chão, ofendeu-a, pisoteou-a, e mais uma vez mostrou a nota - agora imunda e amassada. Repetiu a pergunta, e as mãos continuaram levantadas.
- Vocês não podem jamais esquecer esta cena - comentou o palestrante. - Não importa o que eu faça com este dinheiro, ele continua sendo uma nota de 20 dólares. Muitas vezes em nossas vidas somos amassados, pisados, maltratados, ofendidos; entretanto, apesar disso, ainda valemos a mesma coisa.

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