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segunda-feira, 7 de abril de 2003

Em busca do caminho perdido

Saímos pelo mundo em busca de nossos sonhos e ideais, embora sabendo que muitas vezes colocamos em lugares inacessíveis tudo aquilo que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos o erro, começamos a achar que perdemos muito tempo buscando longe o que estava perto; e por isso nos deixamos invadir pelo sentimento de culpa, pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos.
Não é bem assim: embora o tesouro esteja enterrado na sua casa, você só irá descobri-lo quando se afastar. Se Pedro não tivesse experimentado a dor da negação, não teria sido escolhido como chefe da Igreja. Se o filho pródigo não tivesse abandonado tudo, jamais seria recebido com festa por seu pai.
Existem certas coisas em nossas vidas que têm um selo dizendo: "Você só irá entender meu valor quando me perder - e me recuperar". Não adianta querer encurtar este caminho.
O padre cisterciense Marcos Garcia, que vive em Burgos, Espanha, comentava: "Às vezes Deus retira uma determinada benção para que a pessoa possa compreende-Lo além dos favores e dos pedidos. Ele sabe até que ponto pode provar uma alma - e nunca vai além deste ponto.
"Nestes momentos, jamais digamos que Deus nos abandonou. Ele jamais faz isto; nós é que podemos, às vezes, abandoná-Lo. Se o Senhor nos coloca uma grande prova, também sempre nos dá as graças suficientes - eu diria, mais que suficientes - para ultrapassá-la. Quando nos sentirmos longe do Seu rosto, devemos nos perguntar: estamos sabendo aproveitar o que Ele colocou em nosso caminho?"
No Japão, fui convidado a visitar Guncan-Gima, onde existe um templo zen-budista. Quando cheguei lá, fiquei surpreso: a belíssima estrutura está situada no meio de uma imensa floresta, mas com um gigantesco terreno baldio ao lado. Perguntei a razão daquele terreno, e o encarregado explicou:
- É o local da próxima construção. A cada vinte anos, destruímos este templo que você está vendo, e o reconstruímos ao lado.
"Desta maneira, os monges carpinteiros, pedreiros e arquitetos, têm possibilidade de estar sempre exercendo suas habilidades, e ensiná-las - na prática - aos seus aprendizes. Mostramos também que nada na vida é eterno - e até mesmo os templos estão num processo de constante aperfeiçoamento."
Se o que você está percorrendo é o caminho dos seus sonhos, comprometa-se com ele. Não deixe a porta de saída aberta, através da desculpa: "Ainda não é bem isto que eu queria". Esta frase - tão utilizada - guarda dentro dela a semente da derrota.
Assuma o seu caminho. Mesmo que precise dar passos incertos, destruir e construir constantemente, mesmo que saiba que pode fazer melhor o que está fazendo. Se você aceitar suas possibilidades no presente, com toda certeza vai melhorar no futuro.
O Mestre Achaan Chah recebeu uma bela área de terra, para que pudesse edificar um mosteiro. Chah precisava viajar por algum tempo e deixou a construção a cargo de seus discípulos.
Quando voltou - cinco meses depois - nada havia sido feito. Os discípulos já haviam encomendado vários estudos aos arquitetos locais.
Um deles perguntou para Chah:
- Qual dos projetos devemos levar adiante? Como devemos proceder para tomar a decisão certa?
Chah respondeu:
- Quando se quer o bem, os resultados são sempre bons.
Libertos do medo de errar, a decisão foi tomada e o resultado foi magnífico.
Enfrente seu caminho com coragem, não tenha medo da crítica dos outros. E - sobretudo - não se deixe paralisar por sua própria crítica.
Deus é o Deus dos valentes.

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